A polícia está informada das lacunas de segurança dos chips RFID?

Aparentemente não. Pelo menos é o que se pode depreender do único feedback provindo de responsáveis policiais que encontrámos até ao momento, que nem sequer menciona esse ponto:

A grande mais-valia – diz o subintendente João Amado, responsável pelo policiamento de trânsito da PSP – está na fiscalização em movimento. O novo sistema permite aceder rapidamente a praticamente todos os dados relacionados com viaturas. Procedimentos que, quando comparados com os actuais, representam poupança de tempo e até de meios humanos.

É garantido que as forças policiais não ficarão satisfeitas quando tiverem de lidar com algo essencialmente impossível de lidar: roubos de identidade de chips RFID.

As polícias, à semelhança dos cidadãos afectados, serão defraudadas por este sistema: já que, quando os roubos de identidade começarem a acontecer, será a polícia que, como sempre, será acusada de incompetência, por público e media, por não os conseguir prevenir. O que só servirá para aumentar a desconfiança e a distância psicológica, artificialmente criadas, entre os cidadãos e as suas forças policiais. Os verdadeiros responsáveis, no topo, ficarão a rir-se, como sempre – já é mais que tempo de esse ciclo ser quebrado.

As falhas de segurança destes chips nunca compensariam a possibilidade de monitorizar seguros e inspecções à distância…dados que, ainda para mais, são perfeitamente secundários para a prevenção da sinistralidade rodoviária. Como é mais do que reconhecido por qualquer membro de uma Brigada de Trânsito.

[Rui Garrido]

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