É no mínimo interessante que as companhias de seguros se tenham comprometido a oferecer material de leitura de chips à PSP e à GNR, como reportado pela Renascença:
…o novo sistema de leitura automática de matrículas (…) uma inovação que será oferecida pelas companhias de seguros às forças de segurança, tal como hoje foi formalizado num protocolo entre as duas partes.
Quais os motivos que levam as seguradoras a investir no SIEV, como é demonstrado pela formalização deste protocolo? Ninguém mete dinheiro num projecto governamental, se não estiver interessado em lucrar com isso. A resposta parece ter sido dada pelo próprio secretário de Estado Paulo Campos, em declarações à LUSA:
Haverá um conjunto de outras aplicações privadas que podem ser feitas com este dispositivo. Pessoas com uma segunda viatura, geralmente parqueada, podem ter um seguro que só é accionado quando é detectado o funcionamento do veículo.
As declarações incluíram o habitual momento de humor:
Todos poderemos poupar no custo do seguro.
(O que deverá acontecer num qualquer momento de caridade social das seguradoras)
Seria interessante perceber a resposta a uma questão adicional: como é que se pode detectar o funcionamento de um veículo parado, digamos, à porta de uma casa particular, se o SIEV se vai limitar a auto-estradas? Pois é, não se vai limitar a auto-estradas. Como é explorado alguns posts acima.
[Rui Garrido]